Assistente social com atuação em Juiz de Fora recebe prêmio nacional por trabalho desenvolvido com população idosa

Publicado em 28/09/2021

Nesta segunda-feira, 27 de setembro, é comemorado o Dia Nacional da Pessoa Idosa. Aproveitando a data, o CRESS-MG destaca a importância do trabalho das e dos assistentes sociais na garantia dos direitos desta parcela da população, como é o caso da profissional, Lidiane Charbel.

A assistente social que atua em Juiz de Fora pela defesa e promoção dos direitos da pessoa idosa, é uma dos cinco vencedores do prêmio nacional Zilda Arns, promovido pela Câmara dos Deputados.

A profissional integra a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara Municipal de Juiz de Fora (CMJF), além de atuar também no Conselho Municipal do Idoso.

Natural de São João del Rei, no Campo das Vertentes, Lidiane mora em Juiz de Fora há 19 anos e contou que a conquista é fruto de um trabalho coletivo que está em construção ao longo dos anos.

O prêmio é um reconhecimento do trabalho de Lidiane em ações para a garantia de políticas públicas para pessoas idosas e instituições de longa permanência (ILPIs).

O prêmio

Criado em setembro de 2017, o prêmio Zilda Arns é uma forma de reconhecimento às pessoas e instituições que contribuíram ou têm contribuído ativamente na defesa dos direitos das pessoas idosas. O prêmio consiste em um diploma de menção honrosa, concedido anualmente a até cinco pessoas homenageadas.

O nome do prêmio homenageia a Dra. Zilda Arns Neumann, médica pediatra que atuou em causas humanitárias e sanitaristas, uma das fundadoras da Pastoral da Criança. Conselheira no Conselho Nacional de Saúde, Zilda Arns trabalhou também no Ministério da Saúde.

Fonte: G1

Um mergulho no universo do envelhecimento

Na semana marcada pelos direitos desta população, o CRESS-MG parabeniza a profissional Lidiane pelo trabalho reconhecido a nível nacional, assim como o de tantas e tantos outros assistentes sociais que atuam na garantia de mais dignidade para quem tem 60 anos ou mais e dá algumas dicas para quem deseja saber mais sobre esta pauta. Confira!

Em 2060, haverá mais idosas e idosos no Brasil, do que jovens, como revela pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE. O envelhecimento populacional tende a provocar mudanças sociais e culturais no país. Será que as políticas públicas estão preparadas para lidar com essa população?

Para refletir um pouco sobre o tema, confira uma série de filmes e livros sobre a velhice. As dicas são de Katiuscia Goulart, assistente social do serviço de Proteção Especial para Pessoas com Deficiência e Idosas, do Centro de Referência de Assistência Social (Creas), em Contagem.

FILMES

Envelhescência (Brasil, 2015)

O longa metragem Envelhescência relata a história de seis pessoas que vivem a vida de maneira plena e nos mostram, através de suas próprias experiências, que os costumes e a rotina após os 60 anos podem ser repletos de atividades e de bom humor. Intercalado com comentários de especialistas, o filme sugere uma nova perspectiva sobre o significado do envelhecimento em nossas vidas.

Assista aqui!

Amor (França, 2012)

Amor, filme de Michael Haneke, provoca reflexão sobre vida e morte

Anne e Georges são um casal de professores de música aposentados e levam uma vida tranquila e independente. Após um derrame, Anne fica com a metade do corpo paralisado e passa a depender dos cuidados do marido e de terceiros. O filme, premiado em Cannes e no Oscar, retrata a fragilidade trazida pela velhice, além de mostrar os limites da dignidade humana quando nos aproximamos do fim da vida.

Secreto e proibido (Estados Unidos, 2020)

Crítica: 'Secreto e Proibido', da Netflix, é filme delicado e sensível sobre amor

Este documentário conta a história de amor de duas mulheres que se conheceram nos anos 1940, ainda jovens, e que ficaram juntas até os dias atuais. Além do preconceito enfrentado enquanto casal lésbico, num momento histórico em que a homoafetividade era ainda mais tabu, o filme aborda os desafios práticos e emocionais do envelhecer.

LIVROS

A Velhice (Biblioteca Áurea) | Amazon.com.br

Publicado em 1970 pela filósofa existencialista francesa Simone de Beauvoir, a obra busca o entendimento da percepção das pessoas idosas pela sociedade. Do tratamento que as sociedades primitivas davam a essa população até conquistas e problemas existentes nas sociedades atuais, a autora propõe uma mudança radical na sociedade, de forma a desmistificar as hipocrisias que cercam a velhice.

Um livro que alcançou repercussão em todo o mundo, levantando questões e soluções para mulheres e homens acima de 60 anos.

As outras leituras sugeridas pela assistente social Katiuscia Goulart são:

  • “Envelhecimento e capitalismo”, tema central da Revista Serviço Social & Sociedade, nº 126;
  • “A reinvenção da velhice”, de Guita Grin Debert;
  • “A arte de envelhecer”, de Arthur Schopenhauer;
  • “A bela velhice” e “Velho é lindo!”, de Mirian Goldenberg;
  • “Envelhecer ou morrer, eis a questão”, Pedro Paulo Monteiro;
  • “Velhice: reflexões contemporâneas”, em uma parceria da PUC SP e do Sesc SP.

Este conteúdo faz parte do Boletim Especial inspirado no Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência (21/09) e no Dia Nacional da Idosa e do Idoso (27/09).

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