Movimento de Mulheres e Eleições 2018, tudo é assunto para assistente social!

Publicado em 27/09/2018

Arte: Rafael Werkema

O Brasil está em um momento estratégico para o futuro das ações que ocorrerão em vários âmbitos: na saúde, na educação, na previdência social, na assistência social, no pluralismo e na diversidade, nos direitos da classe trabalhadora. Você, assistente social, já deve ter visto que, nas eleições deste ano, há distintos projetos para o futuro do país. É importante identificar quais projetos são antidemocráticos, autoritários, conservadores e destruidores de direitos da classe trabalhadora, pois estes vão contra as bandeiras de luta e o trabalho profissional do Serviço Social brasileiro.

A profissão historicamente trabalha em defesa dos direitos humanos, das liberdades democráticas e da seguridade social pública, gratuita, universal e de qualidade para população brasileira. A concepção de seguridade social defendida pelo Serviço Social se sustenta em um modelo que inclua todos os direitos sociais previstos no artigo 6º da Constituição Federal (moradia, lazer, segurança, previdência, assistência social, educação, saúde e trabalho). Ou seja, é obrigação do/a próximo/a presidente efetivar o cumprimento deste direito da população brasileira, garantido constitucionalmente. Cabe ressaltar que medidas desumanizadas, como o corte de recursos para as políticas sociais e a retirada de direitos trabalhistas, presentes em alguns projetos, impactam tanto nas condições de vida das pessoas, como no trabalho de assistentes sociais.

Por isso, é importante, neste momento conhecer, propostas concretas, pesquisar ideias. Você já parou para pensar nos compromissos da profissão de Serviço Social? No compromisso com a qualidade dos serviços prestados? No compromisso do Conjunto CFESS-CRESS e de toda a categoria com as lutas da classe trabalhadora? No compromisso de assistentes sociais com a defesa da liberdade, da democracia, da cidadania, da justiça social, da diversidade humana e no combate a todas as formas de opressão, discriminação e preconceito?

“É nesse sentido que o CFESS alerta para a necessidade de mobilização da categoria, que sempre esteve pautada pela defesa dos direitos da população brasileira e de todos os trabalhadores e trabalhadoras deste país. Defesa dos direitos das mulheres, da população negra, de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), de idosos/as, de pessoas com deficiência, de crianças e adolescentes, de indígenas e todas as populações que sofrem  sistemática violação de direitos. Entre os projetos conservadores de candidatos nessas eleições, que reforçam a exploração e a opressão, é necessário que nós, assistentes sociais, analisemos quais estão a favor das forças que empobrecem o país e violentam o diferente e os mais frágeis”, afirma a vice-presidente do CFESS, conselheira Daniela Neves.

Para a presidente do CFESS, Josiane Soares, “o momento atual de eleições reflete grande polarização, e nos indica que os próximos anos serão de ainda mais resistência na defesa dos direitos das classes trabalhadores no Brasil. Todavia, é importante reconhecer e dar visibilidade ao grande movimento que as mulheres vêm fazendo para colocar no debate público uma luta histórica por igualdade, pelo direito de não violência, contra o machismo e sexismo que oprime todas nós. E nessa defesa, o movimento de mulheres se coloca especialmente contra um projeto que defende abertamente a violência contra grupos específicos como as mulheres, LGBTs, negros/as e outros segmentos mais frágeis da sociedade. Não dá para se calar e colaborar com esse ataque aos direitos humanos e à diversidade, que estão garantidos na carta constitucional brasileira, mas é também um compromisso profissional de assistentes sociais. Dia 29 de setembro é dia de irmos às ruas defender o direito e a vida das mulheres, referenciados num projeto social emancipatório”.

Conheça os projetos em jogo, o que poderão trazer para o Brasil e para a classe trabalhadora e confira se combatem o racismo, o machismo, a LGBTfobia e todas as formas de opressão e desigualdade!

Fonte: Conselho Federal de Serviço Social – CFESS

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