Desfile da Luta Antimanicomial pauta LGBTs, Marielle Franco, e cenário de golpes no país

Publicado em 23/05/2018

As ladeiras de Belo Horizonte se inundaram, nessa última sexta-feira, 18 de maio, da alegria das foliãs e foliões que desfilaram pela Escola de Samba Liberdade Ainda Que Tam Tam, reivindicando o fim do modelo manicomial na Saúde Mental. O ato acontece na capital mineira há 21 anos, sempre no Dia Internacional da Luta Antimanicomial, com a participação de profissionais, usuárias e usuários da Saúde Mental, entre outras pessoas apoiadoras da causa.

Nessa edição, diversas pautas sociais foram incorporadas pelas alas, como a questão LGBT, a morte da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco, e o golpe de Estado vivenciado atualmente no país. Outra inovação, foi o uso do feminino no tema escolhido para este ano, valorizando assim, as mulheres que atuam e recorrem às políticas púbicas e que são as mais atingidas pelos retrocessos do governo ilegítimo de Michel Temer: “Atentas e fortes: tantãs sem temer os golpes”.

Estima-se que mais de quatro mil pessoas, de diferentes partes de Minas Gerais, compareceram ao desfile-manifesto, entoando para todas e todos que passavam, o samba-enredo escolhido para este ano, composto coletivamente pelo Centro de Convivência São Paulo: “Vem cá, vem cá/ Vem pra rua, vem Maluco/ LGBTQ sofre/ Vem o negro, vem o pobre/Marielle(s) em cada morte/ Atentas e fortes/ Tantãs sem temer a sorte/ Pois o nosso norte/É voto de contragolpe”.

Ouça, aqui, o samba-enredo tocado no desfile.

O evento é uma iniciativa do Fórum Mineiro de Saúde Mental e da Associação dos Usuários dos Serviços de Saúde Mental de Minas Gerais (Asussam) e tem se firmado na agenda política e cultural de Belo Horizonte, sendo, sem dúvidas, o maior e mais colorido ato reivindicativo do estado.

Há cinco anos, o CRESS-MG realiza a cobertura do desfile, além de frequentemente pautar o assunto, considerando que as e os assistentes sociais defendem a reforma psiquiátrica e a implementação dos serviços substitutivos, extra-hospitalares e de base territorial. Além disso, a categoria defende a garantia de financiamento com o aumento de recursos financeiros garantidos pelas três esferas de governo, com mudanças na forma de financiamento dos serviços substitutivos na Saúde Mental.

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Saúde Mental em pauta

A luta antimanicomial também é o mote do mais novo Boletim Conexão Geraes do CRESS-MG. Embora a Lei da Reforma Psiquiátrica, de 2001, tenha trazido avanços para o tratamento de pessoas com transtorno mental, decorrentes ou não do uso abusivo de álcool e outras drogas, a lógica manicomial ainda está presente nas políticas de Saúde Mental. As práticas e dispositivos que seguem esse modelo retrógrado, se dão em função de interesses ocultos, sustentados pela ideia do lucro.

Internação compulsória, comunidades terapêuticas e guerra às drogas são alguns dos assuntos abordados nesta edição. Confira, já, todo este conteúdo!

Fotos: Marcela Viana

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