Triângulo Mineiro recebe Carmelita Yazbek com apoio da Seccional Uberlândia

Publicado em 22/11/2016

No dia 10 de novembro, aconteceu, em Uberlândia, uma palestra sobre “Políticas em tempos de crise”, com a doutora em Serviço Social e professora da PUC-SP, Carmelita Yazbek.

O evento foi uma promoção da Divisão de Serviço Social do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC/UFU) com o apoio do CRESS-MG/Seccional Uberlândia e possibilitou às/aos profissionais e estudantes o contato com as discussões mais atuais da profissão a nível nacional. 

Para o assistente social do HC/UFU e docente do curso de Serviço Social da Faculdade Católica de Uberlândia, Pedro Fernandes, atividades como estas contribuem para a formação e para a atuação profissional, na medida que possibilita uma suspensão do fazer profissional para “uma reflexão crítica sobre o que fazemos, como fazemos e para que fazemos. Essa reflexão permite que oa/o profissional repense, contextualize e avalie o seu trabalho, nos aproximando da práxis e do Projeto Ético-político do Serviço Social”, pontua.

Uma das ponderações mais marcantes do evento, de acordo com Pedro, até pelo momento histórico que vivemos, é da necessidade de nos posicionarmos em defesa das políticas públicas. “Para além da nossa atuação, dentro, mas também extra a nossos espaços sócio-ocupacionais, precisamos entender e divulgar juntos/as à população que as políticas públicas são resultado de opções políticas, ou seja, o que determina o que teremos ou não teremos em termos de direitos sociais é o modelo de desenvolvimento e de organização social que adotamos”, observa o professor e um dos organizadores do evento. 

Atividade em Uberaba

No dia seguinte, 11 de novembro, a professora Carmelita Yazbek ministrou, em Uberaba, uma palestra sobre “O trabalho profissional do/a assistente social no contexto atual”. Cerca de 120 pessoas prestigiaram o evento, entre elas, estudantes e professores/as de Serviço Social, além de assistentes sociais do município e da região. A atividade foi realizada pelo curso de Serviço Social da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) e contou com o apoio do CRESS-MG/Seccional Uberlândia por meio de divulgação.

Destaques da palestra

As reflexões de Yazbek partiram de três pressupostos anunciados, segundo o  Departamento de Serviço Social da UFTM: 1° Trabalho do Assistente Social e o acirramento da questão social na atualidade; 2º Compreensão da profissão a partir da tradição marxista; 3° Construção sócio histórica do Serviço Social e do projeto ético político. No primeiro, a professora problematizou a condição de quem vive do trabalho assalariado e que está cada vez mais explorado, bem como a resistência dos mesmos que, em um contexto de acirramento da questão social, resistem por meio da organização em torno dos movimentos sociais.

“Neste sentido, a atuação da/o assistente social necessita cada vez mais estar calcada na realidade que é travejada pelo modo capitalista de produção. As políticas sociais se constituem, por sua vez, em um espaço sócio-ocupacional de grande capilaridade da categoria, sendo que na atualidade existem 42 mil assistentes sociais na política de Assistência Social”, pontua o Departamento, em nota ao CRESS-MG.

Na sequência, a professora destacou que a opção pela teoria social crítica no Serviço Social possibilitou e deve possibilitar, na formação e atuação profissional, a interpretação crítica da realidade, bem como a reflexão da sociabilidade burguesa em que estamos circunscritas/os. Assim, ela pontou que o projeto ético-político profissional é claramente um projeto anticapitalista e disse ainda, que a construção do conhecimento contra-hegemônico se faz com muita apropriação teórica e histórica da realidade e dos fundamentos teóricos e metodológicos da profissão.  

Diante desta explanação e já refletindo sobre o terceiro pressuposto, Yazbek questionou o que está colocado para o Serviço Social, levando em consideração que a realidade concreta é delineada, em parte, pela condição de assalariamento, por uma profissão liberal e ainda composta por executores/as de políticas públicas engendradas pelo capital, pelo Estado.

“A professora enfatizou a necessidade de, enquanto categoria organizada, retomar o trabalho de base com a população, já que a partir da dimensão ético-política da profissão possuímos o potencial e o compromisso de articulação com os movimentos sociais”, informa o Departamento. A “politização”, nos termos da professora, é a ratificação do trabalho político, que necessita ser nosso horizonte enquanto sinônimo de resistência e luta por uma nova ordem societária. 

De acordo com as organizadoras, Yazbek “dialoga com a realidade, sendo que sua explanação convergiu com diversas disciplinas do curso de Serviço Social da UFTM” e sua palestra “não só contribui para a formação e atuação profissional, como também sensibilizou as e os participantes para a organização e mobilização da categoria no município e região, destacando o momento atual e a importância das greves e das ocupações, como formas de luta e resistência”, destacam. 

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