Hemocentro é espaço de ampla atuação para assistentes sociais

Publicado em 09/04/2014

Na semana em que é lembrado Dia Mundial da Saúde, 7 de abril, o CRESS-MG conta como é a atuação do assistente social dentro de um dos maiores hemocentros do Brasil, o Hemominas, com sede em BH e mais 21 unidades distribuídas em todo o estado de Minas Gerais.

Confira o conteúdo especial que o CRESS-MG preparou para o Dia Mundial da Saúde.

A Fundação Hemominas é responsável por suprir 90% da demanda por sangue e hemoderivados do Sistema Único de Saúde (SUS) em Minas Gerais. Além dessa função, o órgão conta com um ambulatório que faz o diagnóstico e tratamento de pacientes portadores de coagulopatias e hemoglobinopatias.

As denominações se referem a uma gama de doenças relacionadas ao sangue e à má circulação sanguínea e, por serem crônicas, exigem um tratamento contínuo, como explica a assistente social Wanda Nunes. “Trabalhamos com um conceito ampliado de saúde, que vai além do que se refere ao bem estar físico do paciente, e isso nos dá liberdade para atuar em vários aspectos da vida desse paciente”, explica.

Cerca de 7 mil de pacientes de todo o estado são atendidos no ambulatório, em BH, por uma equipe de assistentes sociais, pedagogos, fisioterapeutas, entre outros profissionais. Os casos mais frequentes são de pacientes com anemia falciforme que, por ser uma doença originada na África, tornou-se, no Brasil, mais comum entre pessoas negras e de baixa renda. “Há diversas complicações sociais que permeiam a vida desse paciente. Primeiro se dá pela própria origem pobre e segundo que, por conta da doença, a criança não frequenta a escola, torna-se um adulto sem qualificação e sofre discriminação no mercado de trabalho, por ser portador de um mal que exige frequentes faltas ao trabalho para dar continuidade ao tratamento”, conta Wanda.

Muitos dos pacientes desconhecem seus direitos específicos e de cidadão e, nesse momento, a atuação do profissional de Serviço Social se dá no sentido de informá-los desses direitos e garantir o acesso a eles, como explica a profissional. “Nesse contexto social desestruturado, é comum que a família do doente se desagregue, acarretando problemas financeiros, com a justiça, com o conselho tutelar. O que tentamos fazer é articular com toda a rede e várias políticas sociais para que esse paciente, que também é cidadão, possa levar uma vida normal e consciente de seus direitos.”

O atendimento humanizado é uma característica dos assistentes sociais, assim como de toda a equipe multiprofissional, do Hemominas. Para Wanda, esse é um aspecto que só tende a se estender para outras instâncias. “A qualidade dos serviços que prestamos se deve a essa humanização que empregamos no dia a dia e, no momento de dialogamos com as outras instâncias da rede, nós a sensibilizamos para agir assim também. O resultado é um trabalho mais eficiente”, comenta a assistente social.

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