Assistentes sociais da base contam como foi representar milhares de colegas no Encontro CFESS-CRESS

Publicado em 17/09/2013

Minas Gerais hoje tem mais de 19 mil assistentes sociais inscritos no CRESS-MG, ficando atrás, apenas de São Paulo, onde o número de profissionais registrados chega a 25 mil.

Para representar a categoria no 42º Encontro Nacional do Conjunto CFESS-CRESS, promovido de 5 a 8 de setembro, em Recife (PE), foram eleitos dez delegados da base, vindos de diferentes partes do estado.

Durante o evento, que é principal espaço deliberativo da categoria, esses delegados puderam votar e ajudar a definir ações políticas do Conjunto e as diretrizes que deverão orientar o exercício profissional.

Descubra o que os motivou a participar desse espaço!


Presidente do CRESS-MG, Leonardo David, se reúne com a delegação durante o 42º Encontro Nacional do Conjunto CFESS-CRESS.

“Meu envolvimento com a Comissão de Trabalho e Formação Profissional me despertou o interesse em participar do Encontro. Estamos em período de transição política no Conjunto e é fundamental saber as diretrizes para próxima gestão, além é claro, de poder propor e deliberar sobre isso.

Meu maior ganho ao participar desse espaço foi de ampliar os horizontes de compreensão da profissão, seus embates, as tensões de força e disputas de projetos e perspectivas políticas.

Ao mesmo tempo, me despertou uma preocupação, pois pude ver de perto que temos propostas de grupos conservadores dentro da profissão e que podem colocar em risco nosso projeto ético-político a qualquer momento.”

Dimas Sales é membro da Comissão de Trabalho e Formação Profissional da Seccional Montes Claros, além de ser um dos multiplicadores do Curso Ética em Movimento.

“Nas reuniões da Comissão de Ética e Direitos Humanos, da qual participo, costumamos analisar as deliberações dos Encontros Nacionais com vistas a direcionar nossas ações. Nisso, percebi a importância da participação da categoria no debate e na construção das propostas a serem deliberadas no Encontro. Por isso resolvi me candidatar para integrar a delegação do CRESS-MG.

Participar desse espaço é uma oportunidade de compartilhamento de experiências exitosas, desafios e possibilidades em relação aos serviços e políticas em que atuamos.

O trabalho continua quando o evento termina. É preciso trazer para os colegas, os debates que originaram as propostas e deliberações do Encontro, com o intuito de aliá-las a nossa atuação profissional e as nossas estratégias de luta política.”

Maykel Calais, atua na Equipe de Proteção Social Básica Regional da Prefeitura de Belo Horizonte e participa da Comissão Ampliada de Ética e Direitos Humanos.


Delegados do CRESS-MG, ao fundo, em plenária do Eixo Comunicação

“Sou natural de Janaúba, no Norte de Minas, e fiz faculdade em Montes Claros. É a primeira vez que participo como delegada. Me marcou muito poder conhecer um dos espaços políticos mais importantes da categoria profissional e ter me aproximado dessa agenda pautada em lutas sociais, que são históricas e que agregam à formação profissional do assistente social. 

Decidi me candidatar, pois acredito que a nossa práxis profissional enquanto assistente social está diretamente ligada aos espaços políticos da categoria, visto que eles norteiam nossas bandeiras de lutas enquanto profissionais que objetivam romper com a sociedade de classes, atravessada pela desigualdade social.

Espero que agora, após o Encontro, eu consiga colocar em prática, todas as deliberações ora feitas, para que o desejo de uma nova construção societária não se dê apenas nestes espaços políticos da categoria, mas sim, no dia a dia do profissional de Serviço Social.”

Grazielle Felício atuava na Proteção Básica da Prefeitura Municipal de Francisco Sá (MG) e integrava a Comissão de Trabalho e Formação Profissional, da Seccional Montes Claros. Atualmente ela está em processo de nomeação junto ao Instituto Federal de São Paulo.


Jhony e Daniela, delegados de Juiz de Fora e BH, durante plenária final

“Escolhi sair como delegado pelo interesse e compromisso em construir, com a categoria, um Serviço Social forte, crítico, que resista aos ditames impostos pelo capital.

Como faço mestrado, a participação em espaços deliberativos como o Encontro Nacional, me possibilita articular teoria e prática, contribuindo, assim, com a minha formação.

Além dos momentos deliberativos, há, durante o evento, palestras e mesas de debate. Dentre as realizadas este ano, as ministradas pelos professores Maurílio Matos e Rodrigo Castelo foram significativas no sentido de abordar a conjuntura do Serviço Social articulado às manifestações populares. Essas falas me propiciaram refletir criticamente sobre o que fundamenta e estrutura esses protestos.

No eixo de Formação Profissional, chamou-me a atenção a discussão acerca da expansão do ensino a distância e o desafio colocado à profissão para lutar e resistir a essa modalidade de ensino. Percebo que as ações de enfrentamento devem ser contínuas, pois infelizmente a tal expansão se torna uma dura realidade e vem rebatendo na formação dos futuros profissionais.

Quanto ao eixo de Seguridade Social, destaco as crescentes estratégias e posicionamentos da categoria em relação à política de Assistência Social, pois a partir do governo Lula, ela vem assumindo uma ‘centralidade’ na agenda governamental em face da diminuição, precarização e privatização da Saúde e da Previdência. Mas, ainda assim, vem sendo conduzida de forma focalizada, com marcas da precarização, do coronelismo e do patrimonialismo.”

Jhony Zigato é especialista em Saúde Coletiva, mestrando em Serviço Social e membro das Comissões de Trabalho e Formação Profissional e de Políticas Públicas.

Além dos assistentes sociais acima, também foram delegados da base, no 42º Encontro Nacional, Daniela Rezende, Douglas Alves, Edna Alves, Olga Aquino, Viviane Arcanjo todos pela Sede (BH), e Valdirene Cardoso, pela Seccional Uberlândia.

Leia também: Conselhos de Serviço Social definem plano de atividades para 2014

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