BH sedia 42º Encontro Descentralizado dos CRESS da Região Sudeste

Publicado em 23/07/2013

A cidade de Belo Horizonte (MG) foi escolhida para sediar o 42º Encontro Descentralizado dos CRESS da Região Sudeste, realizado entre os dias 19 e 21 de julho, antecedendo o 42º Encontro Nacional do Conjunto CFESS-CRESS que, neste ano, acontece em Recife (PE), de 5 a 8 de setembro.

Nos três dias de reflexões e intensos debates, delegações – compostas por diretores, conselheiros, funcionários e assistentes sociais da base dos CRESS do ES, MG, RJ e SP, além de representantes do CFESS e da ENESSO –, puderam trocar experiências e definir quais as propostas deverão ser encaminhadas para o Encontro Nacional.

Comunicação em pauta 

Destaque ao longo do ano, em todo o Conjunto CFESS-CRESS, a comunicação foi abordada no Encontro das Comissões de Comunicação da Região Sudeste, que abriu as atividades do Descentralizado. Na ocasião, conselheiros e assessores de comunicação de cada estado falaram sobre a estrutura e os recursos midiáticos e de comunicação utilizado por cada um deles.

Houve ainda, uma discussão sobre o uso da linguagem não sexista nos materiais produzidos por cada CRESS. A proposta foi deliberada no último Encontro Nacional, realizado no ano passado, em Palmas (TO). 

O que se percebeu é que os quatro Conselhos da Região Sudeste têm se esforçado para implantar a deliberação em suas assessorias de comunicação. Apesar de já aprovada, notou-se que a resolução do CFESS ainda precisa ser debatida em âmbito regional e nacional, a fim de evitar que o uso da linguagem não sexista seja um debate esvaziado de sentido político.

As questões levantadas na ocasião serão retomadas este ano, no Encontro Nacional de Comunicação do Conjunto CFESS-CRESS, em Recife (PE), que antecede o 42º Encontro Nacional.

Drogas e proibicionismo

Cidadãos presentes no cotidiano de muitos assistentes sociais, os usuários de drogas e a população em situação de rua foram tema central da mesa, realizada no primeiro dia do encontro, sobre “As drogas como questão: polêmicas e perspectivas para as políticas públicas e para o Serviço Social”.

A mesa foi composta pelo ex-morador de rua e atual coordenador do Movimento Nacional Povo da Rua (MNPR), Samuel Rodrigues, e por Rita Cavalcante, assistente social, professora da UFRJ e autora da tese de doutorado, “Uma história das drogas e do seu proibicionismo transnacional – Relações Brasil-Estados Unidos e os organismos internacionais”.

O paranaense que vive há quase 10 anos na capital mineira, contou sobre sua trajetória como morador de rua em vários estados brasileiros, seu envolvimento com as drogas ilícitas e falou, ainda, da ajuda que recebeu de assistentes sociais para se reerguer.

Samuel, que hoje está empregado e vive em um apartamento alugado, é questionado por seguir na luta pelos direitos daqueles que vivem nas ruas. “Estou interessado em uma transformação social, que vai além das questões envolvendo a população em situação de rua. Ainda não tenho acesso a bons hospitais públicos, a passagem é cara, e por aí vai”, diz.

Para ele, quem se interessa por uma nova ordem societária, deve fazer seu papel para conquistá-la. “Costumo dizer que eu tenho uma marretinha e todo dia a uso para dar uma surra na estrutura capitalista. Eu sei que ela não vai cair comigo, mas, diariamente estou lá, dando minha marretada”, afirma.

O proibicionismo às drogas foi o tópico norteador da apresentação da professora Rita. Segundo ela, criticar essa ideia é criticar a sociedade em que vivemos. “Trata-se de um substrato, não de uma política, mas sim de uma concepção que converge todas as políticas relacionadas ao uso das drogas”, ressalta.

Romper com o proibicionismo, de acordo com a professora, não significa vender drogas, mas pensar sobre maneiras criativas de regular o acesso a elas, e este é um debate importante para os assistentes sociais. “Uma coisa é o efeito direto da droga no cidadão, outra, é o efeito que o proibicionismo provoca, ou seja, a criminalização. É preciso ficar atento como o Serviço Social aborda isso”, destaca Rita.

Eixos em foco

No segundo e terceiro dias do Encontro Descentralizado, as delegações e organizaram em seis plenárias para avaliar como foi a execução das deliberações do último Encontro Nacional e votar a respeito das novas propostas que deverão ser encaminhadas para o evento deste ano.

Os eixos foram: Orientação e Fiscalização; Comunicação e Relações Internacionais; Seguridade Social; Ética e Direitos Humanos; Administrativo e Financeiros e Formação Profissional.

Foi discutido também sobre a nova metodologia dos encontros Descentralizado e Nacional deliberado no último Encontro Nacional, com criação de um GT com a função de pensar nova metodologia para os encontros do Conjunto. As propostas, que têm a finalidade de objetivar e tornar mais dinâmicas as atividades do Conjunto, foram apresentadas para as delegações dos quatro estados e, em breve, serão apresentadas ao Nacional deste ano. 

Os principais pontos consideram, entre outras coisas, a avaliação da limitação da quantidade de propostas por eixo e que as propostas sejam pensadas de acordo com a estrutura de cada CRESS, atentando-se para as condições objetivas como a aprovação de uma agenda exequível.

Além disso, houve debate a respeito do Código Eleitoral do Conjunto CFESS-CRESS, lembrando que este é o último ano de mandato das atuais gestões.

Confira as fotos do evento, cedidas pelo CRESS-ES.

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