Ato Médico – Profissões da saúde são recebidas pelo ministro da Saúde

Publicado em 04/07/2013

Representantes das profissões da área se reuniram, nessa quarta-feira, 3 de julho, com o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e questionaram para onde será conduzida a política da área. Na ocasião, foram reforçados os argumentos contrários à aprovação do Ato Médico. “Esperamos que o Ministério da Saúde tenha percebido a gravidade do PL e se posicione junto ao governo favorável ao veto”, disse o presidente do CFP, Humberto Verona, presente na reunião.

Articulação

Representantes das profissões da saúde

Antes da reunião com o ministro, os presidentes dos Conselhos, Associações e Federações da Saúde se reuniram para debater os principais pontos contrários à aprovação do projeto conhecido como Ato Médico.

Sob o argumento de regulamentar as atribuições da Medicina, o PL engessa as outras profissões da Saúde. Ao reservar aos médicos o diagnóstico e a prescrição terapêutica, deixa todos os demais profissionais da área de braços cruzados a espera do encaminhamento do médico. Isso se agrava quando é feita a análise do cenário atual do País, que apresenta um déficit de 54 mil profissionais da Medicina, de acordo com estimativa do Ministério da Saúde.

Quem perde é a população brasileira, é a política de Saúde do País. O projeto é uma defesa corporativa dos atos médicos e não uma defesa da Saúde pública. Do jeito que está, o PL prioriza uma Saúde privada e não uma pública.

Dia Unificado

Os profissionais da área da saúde convidam para o “Dia unificado de luta pela saúde”, no dia 4 de julho, às 17h, em todo o Brasil. Será um ato em defesa da saúde pública e pela não aprovação do Ato Médico.

O “Dia unificado” traz como temas:

* Veto ao Ato Médico;

* 10% do Orçamento para a saúde;

* Acesso à saúde integral e multiprofissional;

* Condições adequadas de trabalho.

Impacto entre psicólogas (os) e profissionais de saúde

– Psicólogas (os) perderão possibilidade de diagnosticar sobre saúde mental e fazer prescrição terapêutica. Exemplo: Não poderá nem diagnosticar depressão, nem indicar terapias.
– Enfermeiras (os) não poderão fazer um exame de sangue sem autorização de um médico.
– Fonoaudiólogas (os) não poderão diagnosticar problemas de fala nem prescrever exercícios e tratamentos.
– Nutricionistas não poderão diagnosticar distúrbios alimentares e indicar tratamentos.
– Acupuntura será privativa de médicos, por ser considerado procedimento invasivo.
– Só médicos poderão emitir atestados e realizar perícias.
– Só médicos poderão trabalhar na direção e chefia dos serviços de saúde
– Hoje, equipes multidisciplinares definem em conjunto o diagnóstico e o tratamento, somando suas diversas visões de saúde e de doença para chegar à melhor intervenção. Com o PL, isso poderá se perder.

Fonte: CFP

 

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