Seminário sobre crise e conservadorismo lota auditório em BH

Publicado em 29/11/2017


Alessandra Ribeiro foi a palestrante convidada para o debate central.

Os impactos da atual crise do capital incidem duplamente sobre as e os assistentes sociais: tanto como classe trabalhadora, como por lidar diretamente com a população que mais perde com esse processo. Essa foi uma das reflexões trazidas pela assistente social e professora da Ufop, Alessandra Ribeiro, durante sua palestra no Seminário sobre "O trabalho da e do assistente social frente ao cenário de crise e conservadorismo", realizado em Belo Horizonte, no último sábado, 25 de novembro.

O evento, gratuito, foi promovido pela Comissão de Trabalho e Formação Profissional do CRESS-MG e sediado no Centro Universitário? Unihorizontes, reunindo profissionais e estudantes de diferentes partes de Minas Gerais e que atuam nos mais diversos espaços sócio-ocupacionais, sinalizando que a temática é de interesse de toda a categoria. Estiveram presentes, também, representantes da Abepss e da Enesso, que compuseram a mesa de abertura.

Em sua fala, Alessandra situou historicamente a atual crise do capital, comentando seus rebatimentos em âmbito internacional e nacional, os impactos para o Serviço Social e, finalmente, os desafios e possibilidades da profissão em termos de articulação, na luta contra o neoliberalismo. Além da crise financeira, ela ainda abordou o avanço do conservadorismo na sociedade, lembrando que ele reflete também na categoria. “Nós, assistentes sociais, não vivemos em uma bolha e, portanto, o conservadorismo também tem aumentado no Serviço Social”, afirma.

Entre as várias observações levantadas pela professora, destacaram-se críticas ao agronegócio, ao formato de Ensino a Distância (EaD) e à “uberização” do trabalho. Para ela, este último conceito está relacionado ao atrativo discurso do empreendedorismo, que deve ser analisado com cautela, pois faz parte das novas estratégias do capitalismo para explorar a classe trabalhadora. Ao final de sua fala, houve um debate com a participação do público presente. A palestra foi transmitida ao vivo, pelo Facebook, possibilitando que assistentes sociais de todo o país pudessem acompanhar as reflexões propostas por Alessandra.

Para assistir a palestra, basta clicar aqui.

A segunda parte do seminário ficou por conta das oficinas simultâneas sobre Supervisão de Estágio com Sheila Dias (Ufop) e Diego Tabosa (Unimontes/Abepss), Instrumentos e Técnicas com Ludson Rocha (CRESS-MG), Implicações éticas no exercício profissional com Denise Cunha (CRESS-MG) e o Trabalho social com famílias com Léa Braga (Sedese).

Consciência Negra


Momento lúdico tratou da consciência negra.

Embora as estruturas racistas e patriarcais sejam anteriores ao capitalismo, desde o seu surgimento, elas se retroalimentam. Nesse sentido, após a palestra, houve um momento lúdico que abordou a necessidade de se valorizar a cultura negra e de combater o racismo. Em sua fala emocionada, a militante do Movimento Negro e professora da Ufop, Sheila Dias, destacou que é inaceitável que a sociedade e o Estado continuem tratando de forma diferente a população negra e afirmou, ainda, que é preciso resgatar a afrodescendência do povo brasileiro.

“Me deram o nome de Sheila Dias Almeida, mas isso não diz nada sobre meu passado. A nós, afrodescendentes, foram atribuídos nomes europeus que impossibilitam que saibamos a nossa origem”, lembrando que o mesmo não acontece com descendentes de culturas europeias. Na ocasião, foi estendido um varal com mulheres e homens negros que se destacam em nossa sociedade.

Ainda sobre as lutas sociais, foi lembrado que 25 de novembro é o Dia Internacional de Luta pelo Fim da Violência contra a Mulher e o início da campanha dos 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência contra a Mulher, que acontece em todo o mundo para conscientizar as pessoas sobre as variadas formas de violência que atingem as mulheres e tentar combatê-las.

Confira, aqui, as fotos do evento

 

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