Assistente social que está vivendo no Isidoro, em BH, clama apoio à categoria

Publicado em 15/08/2014

Há uma semana dormindo nas ocupações do Isidoro, cenário recente de intensos debates em BH sobre o direito à moradia, a assistente social e conselheira do CRESS-MG, Daniele Vassalo tem acompanhado de perto a realidade das cerca de 8 mil famílias, que desde o dia 6 de agosto, estão sob real ameaça de despejo.

Os moradores das três ocupações da região – Rosa Leão, Esperança e Vitória – já afirmaram que vão resistir à ação da Polícia Militar. A profissional, que atua no Consultório de Rua e é integrante do movimento social Brigadas Populares, concedeu uma entrevista ao CRESS-MG para clamar o apoio da categoria a essa causa, que, pode se tornar o maior massacre da história de Minas Gerais.

 

1.    A decisão pelo despejo tem sofrido mudanças quase diárias. Como ela se encontra atualmente?

Até o dia 13 de agosto, uma liminar suspendeu o despejo, com a justificativa de que não há um planejamento da Prefeitura de Belo Horizonte para realojar e rematricular em escolas, as mais de mil crianças que vivem no local. Entretanto, de forma arbitrária, a PBH entrou com recurso e a liminar caiu.

No dia 6 de agosto, a Polícia Militar anunciou que o despejo aconteceria nos próximos quinze dias. Portanto, agora as várias organizações e movimentos sociais que apoiam a causa estão articulando de diversas formas para evitar que essa ordem seja cumprida.

2.    Qual relação você faz com as Ocupações do Isidoro e o Serviço Social?

Vários fatores são transversais à pauta do Serviço Social. Primeiro que, de acordo com nosso código de ética, devemos lutar pela garantia de direitos, o que inclui o direito universal à moradia. Além disso, segundo a Constituição Federal, os terrenos nos centros urbanos precisam cumprir sua função social, como é o caso da mata do Isidoro, que estava abandonada há 40 anos.

Outro ponto é que, por essas ocupações não serem regularizadas pelo poder público, os moradores têm dificuldades de utilizar serviços públicos como escolas e postos de saúde. O que toca novamente na atuação de assistentes sociais no que diz respeito à garantia de acesso às políticas públicas.

Finalmente, é preciso destacar que, ainda segundo o Código de Ética, devemos apoiar movimentos sociais que lutem contra opressões e que tentem romper com a divisão de classes.

3.    Como assistente social que tem militado na questão do Isidoro, qual mensagem de mobilização você deixaria para a categoria?

Vários assistentes sociais foram convocados para atuar na ação de despejo. Para estes, ressalto a importância de cumprir o que está preconizado em nosso código de ética profissional, evitando ser mais um violador de direitos.

De forma mais política, clamo aos colegas que façam sua escolha de classe e que abarquem essas pautas que também são da classe trabalhadora, atuando, ainda, em parceria com os movimentos sociais.

Veja também:

CRESS-MG orienta quanto à atuação profissional em casos de desalojamentos compulsório de famílias

CRESS-MG lança Nota de Apoio às Ocupações do Isidoro

Ocupação Urbana – Boletim Conexão Geraes do CRESS-MG, nº 67

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