Política de Desenvolvimento Urbano traz assistentes sociais para minicurso na Sede (BH)

Publicado em 18/11/2013

Ainda pouco abordado no Serviço Social, mas com ampla área de atuação para assistentes sociais, as Políticas de Desenvolvimento Urbano foi tema do minicurso promovido na Sede (BH), nos dias 8 e 9 de novembro. Cerca de 50 assistentes sociais vindos de diferentes regiões do estado, participaram das atividades.

O minicurso foi dividido em dois módulos, o primeiro, “Urbanização, desigualdade socioespacial e habitação no Brasil”, foi ministrado por Fátima Gottschalg, assistente social, mestre em Geografia e pós-graduada em Sociologia.

Para ela, a categoria precisa se apropriar mais da política habitacional e de questões relacionadas ao desenvolvimento urbano. “Acredito que existe um mito de que essas são áreas muito complexas e mais relacionadas à Arquitetura e Engenharia. Mas na verdade são políticas sociais como qualquer outra e que têm um fazer social”, explica.

Assista ao documentário "Entendendo as cidades", exibido no minicurso.

A desigualdade socioespacial e a trajetória e  conjuntura atual da Política Habitacional Brasileira foram as questões que mais geraram interesse entre os presentes, segundo Fátima. “Notei que houve mais dúvidas e interesse nesses tópicos, talvez por serem mais afetos às questões sociais e à política pública, portanto, de maior vinculação à prática profissional”, observa.

Em setembro, Fátima foi entrevistada pelo Jornal Brasil de Fato/Minas Gerais, sobre as ocupações urbanas no estado. A matéria foi divulgada na edição 5 do jornal e foi usada por ela durante o minicurso. Clique na imagem da notícia para ampliá-la.

De modo geral, o interesse da categoria em relação a esta iniciativa, seja pela quantidade de inscritos ou pela participação durante as aulas, foi uma surpresa para Fátima. “Superou minhas expectativas, tanto pelo número de participantes, quanto pelo interesse manifestado pelos participantes durante o minicurso. No final, foi feita uma avaliação e os presentes demonstram querer novos cursos com essa temática.”

O “Trabalho técnico social em desenvolvimento urbano” foi o tema do segundo módulo, abordado pela assistente social e especialista em Gestão de Negócios e Tecnologia da Informação, Joully Mayrink. A atenção dos presentes foi maior quando ela tratou da elaboração de Projeto de Trabalho Técnico Social (PTTS) e das metodologias para monitoramento e avaliação. “Acredito que houve mais dúvidas nesses pontos, por não serem temas apresentados na graduação e, também, porque a própria política de desenvolvimento urbano tem demonstrado ser um campo vasto de atuação para o assistente social”, avalia Joully.

Sede de conhecimento

Os inscritos, assistentes sociais atuantes dentro e fora das políticas relacionadas com o desenvolvimento urbano, elogiaram o curso e se mostraram dispostos a manter contato para continuarem debatendo a temática e a pondo em pauta, em suas regiões.

Vinda de Uberlândia, Thalita de Souza, que trabalha na Secretaria Municipal de Habitação, sente falta de oportunidades de capacitação nessa área. “A falta de locais que promovam essas capacitações é uma realidade não só do meu município, e isso é preocupante, pois os desafios estão postos e precisamos dar respostas”, comenta.

A assistente social diz que o minicurso possibilitou um novo olhar da realidade na urbanização, nos programas habitacionais e no PTTS, e sugere que novas edições sejam feitas. “É preciso dar continuidade a essa iniciativa, inclusive no interior, para nos capacitar nas três possibilidades de atuação do assistente social em relação ao PTTS e TTS”, destaca Thalita.

Guilherme Garcia trabalha no Centro de Referência de Assistência Social (Cras), em Lagoa Santa, e se inscreveu porque deseja atuar nesta área e poder contribuir para a diminuição da desigualdade habitacional em sua cidade. “Percebi que essa é um campo muito complexo e que um dos maiores impedimentos para a execução dos PTTS é a falta de capacitação das equipes multidisciplinares”, observa.

Ele diz que indicaria o curso a outros colegas, pois as informações adquiridas foram a base necessária para compreender a importância e responsabilidade do técnico assistente social “na construção dessa nova política de habitação de interesse social voltada de forma plena, para a justiça e a equidade”. 

Do Triângulo Mineiro, veio Sônia Maria Ribeiro, que vive em São Gotardo e trabalha no Cras de Santa Rosa da Serra. A prefeitura pagou o transporte e ela diz que a viagem valeu a pena.  “O desenvolvimento urbano vai além da habitação, e isso não é tão divulgado, mas com certeza é uma área vasta para nossa atuação. Acho que estamos deixando de ocupar postos de trabalho nesse espaço por falta de conhecimento, tendo profissionais da pedagogia, psicologia e sociologia avançando nesse sentido”, pontua. 

Após assumir o Programa Minha Casa Minha Vida, no Cras de São Brás do Suaçuí, Região Metropolitana, Adriana Duca sentiu necessidade de saber mais sobre a política de habitação e por isso decidiu participar do minicurso. “Todo o conteúdo chamou minha atenção, muita novidade, muita informação e tudo de grande importância. Descobri que sei pouco demais e que há muito a aprender sobre esta área. Agora mãos a obra!”, afirma a assistente social.

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