Seccional Juiz de Fora promove seminário sobre precarização do trabalho

Publicado em 17/10/2012

A Seccional Juiz de Fora realizou, no dia 13 de setembro, o Seminário Precarização do Trabalho no Serviço Público. O evento aconteceu no Sindicato dos Bancários, no centro de Juiz de Fora, e reuniu trabalhadores, sindicatos, políticos, estudantes e profissionais de diversas categorias para refletir como a precarização do trabalho incide na qualidade de vida dos trabalhadores e nos serviços oferecidos à população.

O Seminário também teve como objetivo a consolidação de estratégias para o enfrentamento do atual quadro de fragilização do trabalho no serviço público. Segundo Helyene Silva, membro da diretoria da Seccional, é importante que todos possam debater e pensar sobre esse tema, pois suas consequências atingem diretamente a vida pessoal e o exercício profissional dos servidores públicos.

Além disso, os danos incidem indiretamente sobre toda a população, que é prejudicada com serviços e atendimentos aquém do que deveria ser garantido pelo poder público. “As inúmeras formas de precarização – contratos temporários, terceirizações, baixos salários, quebra de direitos trabalhistas, entre outros, não são uma particularidade de Juiz de Fora nem do Serviço Social. Todas elas fazem parte de um movimento que busca um novo estágio de desenvolvimento do capitalismo mundial. Por isso, não podemos descuidar desse assunto, pois ele tem reflexos em toda a sociedade”, ressalta Helyene.

Sindicato opina

A prestação de serviço útil à comunidade, que é um dos aspectos mais gratificantes do trabalho, e até poderia ser uma forma de expressão de força da categoria, tem se tornado fonte de insatisfação e sofrimento. Segundo Geraldo Vieira, diretor de Saúde do Sindicato dos Servidores Públicos de Juiz de Fora (Sinserpu-JF) e especialista em Planejamento e Gestão de Sistemas e Serviços de Saúde pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), toda a estrutura do serviço público é montada sobre a ideia de hierarquia e diferenciação dos trabalhadores, que não são tratados da mesma maneira. “Não há transparência de métodos, pelo contrário, incentiva-se o crescimento profissional através do comportamento de ‘cair nas graças da chefia’. Os trabalhadores não têm participado das discussões para elaboração das políticas públicas de ação, sendo manuseados como objetos.”

Para Geraldo, que participou do Seminário, além dos problemas relacionados à precarização do trabalho no serviço público, sem falar dos gargalos de financiamento e da infraestrutura restrita, há também a questão não resolvida dos recursos humanos. “Isso se trata de um refluxo dos movimentos sociais e obstáculos para realização de uma cidadania plena devido à colonização desses espaços por interesses partidários, corporativos e de grupos”, afirma.

Os principais fatores que determinaram, ao longo do tempo, a redução da capacidade gerencial, segundo o sindicalista, são a evasão de funcionários qualificados, a baixa profissionalização (principalmente de gestores) e a dificuldade para manter em funcionamento as diversas “ilhas de competência”, criadas especialmente para dar suporte técnico às práticas administrativas.

Do ponto de vista dos quadros técnicos, gerenciais e operacionais, Geraldo observa que a administração de recursos humanos carece da existência de um sistema de incentivos para o profissional, sendo evidente a ausência de uma política orgânica de formação, capacitação permanente e de renumeração condizente com a valorização do exercício da função pública.

Algumas características dessa precarização do trabalho são citadas por ele, tais como o assédio moral, o corporativismo e o desequilíbrio nas renumerações. “A característica do sistema remuneratório é o desequilíbrio. Em geral, há um sistema de renumerações extremamente distorcido, em que algumas carreiras, especialmente as jurídicas a econômicas, são bem remuneradas em função de gratificações que visam premiar desempenho. Enquanto isso, os demais cargos, principalmente os de nível superior e técnicos como os médicos, enfermeiros, assistentes sociais, entre outros, são mal pagos.”

Para assegurar que o ambiente seja positivo à motivação, satisfação e desempenho, a administração deve considerar, entre outras coisas, ambientes salubres, regras de segurança, equipamentos de proteção coletiva e individual, localização do espaço de trabalho, interação social e instalações especiais para os servidores. “Não podemos deixar de abordar a importância de gerenciar o ambiente de trabalho, tão necessário para obter a conformidade dos serviços prestados e o bem-estar do trabalhador”, ressalta Geraldo.

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