Brasil perde um de seus maiores intelectuais marxistas

Publicado em 20/09/2012

O país perdeu hoje, dia 20 de setembro, um grande nome do comunismo. Carlos Nelson Coutinho faleceu aos 70 anos, vítima de câncer. Ao longo de sua vida, o cientista político se especializou em Antonio Gramsci e se tornou grande defensor da renovação do marxismo, sendo reconhecido internacionalmente por seu trabalho. 

A Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ESS/UFRJ) produziu uma nota de luto a um de seus mais ilustres professores. Confira abaixo.
 
A um poeta da revolução brasileira
 
Homem que passou por mais de um partido, Carlos Nelson Coutinho foi extremamente íntegro e coerente com a mesma luta, aquela descrita por Antonio Gramsci em sua Concepção dialética da história:
 
Criar uma nova cultura não significa apenas fazer individualmente descobertas originais; significa também, e sobretudo, difundir criticamente verdades já descobertas, socializá-las por assim dizer; transformá-las portanto em base de ações vitais, em elemento de coordenação e de ordem intelectual e moral. O fato de que uma multidão de pessoas seja levada a pensar coerentemente e de maneira unitária a realidade presente é um fato “filosófico” bem mais importante e original do que a descoberta, por parte de um “gênio”, de uma nova verdade que permaneça como patrimônio de pequenos grupos intelectuais.

Para além de suas contribuições originais, sem dúvida, a maior herança deixada pelo tradutor, peloeditor, pelo pensador e pelo militante Carlos Nelson é a difusão de uma “nova cultura”, profundamente comprometida com a luta pela emancipação humana.

Com imensa generosidade, somente igualável a sua erudição, Carlito, como os amigos e camaradas mais próximos o chamavam, contribuiu para forjar novas gerações de lutadores e lutadoras comprometidos com a transformação social da realidade, solidamente formados naquilo que de melhor a tradição marxista produziu.

Hoje, dia de homenagens e de despedida, não queremos nos privar de dizer que, parafraseando Pablo Neruda nos versos que dedicou ao seu Partido, Carlito se tornou indestrutível, pois com o legado que nos deixa ele não termina em si mesmo, mas segue conosco, nas lutasque irmanadamente assumimos.

Ao prefaciar uma obra sobre a revolução sandinista, certo companheiro afirmou que, na Nicarágua, a poesia tomou o poder. Infelizmente ainda não é possível dizer o mesmo sobre o Brasil. Todavia, camaradas como Carlos Nelson escreveram e nos deixaram belos e importantes versos. Cabe a nós, novas gerações, levar a poesia ao poder!

Camarada Carlos Nelson Coutinho: PRESENTE, PRESENTE, PRESENTE!!!

Corpo discente da Escola de Serviço Social da UFRJ

Rio de Janeiro, 20 de setembro de 2012

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