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Estupro é crime, aborto é direito! Mulheres, na rua, contra a PEC 181!

Mulheres, em todo o Brasil, saíram às ruas, ontem, para protestar contra a PEC 181.
 
Milhares de mulheres saíram às ruas, em todo o país, ontem, 14 de novembro, para reivindicar contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 181/2015. A medida, que proíbe o aborto em todos os casos, inclusive em gravidez decorrente de estupro, foi aprovada no dia 8 de novembro, pelo voto de 18 deputados homens contra o voto da única deputada mulher presente na sessão. A PEC ainda precisa ser votada em outras sessões na Câmara dos Deputados para ser enviada ao Senado, mas, no atual cenário de recrudescimento do conservadorismo e da constante perda de direitos da classe trabalhadora, é preciso estar sempre alerta, em luta e resistir.
 
Estima-se que 1 a cada 5 mulheres de até 40 anos já abortaram ou ainda vão abortar. O fato de o aborto ser considerado ilegal e criminoso, hoje, no Brasil, atenta contra a liberdade e a vida das mulheres, não impedindo que elas realizem o procedimento e, sim, que elas sofram sequelas ou morram por abortarem de forma precária e clandestina. Nesse sentido, as mulheres pobres e negras são as mais prejudicadas, por terem acesso limitado às clínicas clandestinas de abortamento.
 
Portanto, o debate deve avançar no sentido de legalizar e descriminalizar o aborto, de forma a garantir a saúde e assistência para a mulher que deseja interromper a gestação. São elas que devem decidir sobre seus corpos e destinos. Elas decidem, a sociedade respeita e o Estado garante.
 
 
Em Belo Horizonte, a marcha reuniu centenas de mulheres – e homens apoiadores da causa, que entre performances e palavras de ordem, mostraram que não se calarão diante das decisões políticas que afetem suas vidas: seja a proibição do aborto ou as reformas trabalhistas e da previdência: “Fora Temer, fora todos eles. Governo e Congresso querem nos atacar. Eu sou mulher e contra eles vou lutar!”.
 
 
 
CFESS-CRESS nessa luta!
 
O Conjunto CFESS-CRESS é a favor da legalização do aborto, considerado como questão de saúde pública e como direito sexual e reprodutivo das mulheres. Além disso, defende a laicidade do Estado, que não é levada em conta no momento de decisões que interferem na vida das brasileiras. Saiba mais sobre estes posicionamentos, acessando a cartilha com as bandeiras de luta da categoria.