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Na luta de classes não há empate!

Material da campanha de 2017 (Arte: Rafael Werkema/CFESS | Fotos: Tomaz Silva e Tânia Rego - AB/Fotospublicas.com)

 

Já estão disponíveis para divulgação as peças alusivas ao Dia do/a Assistente Social de 2017. Com o mote “Na luta de classes não há empate”, o Serviço Social brasileiro dá destaque ao compromisso da categoria de assistentes sociais em defesa das liberdades democráticas e dos direitos sociais. O tema foi aprovado pelo 45º Encontro Nacional CFESS-CRESS, em 2016, maior espaço deliberativo da categoria.

Confira as peças

Em uma conjuntura temerosa e tenebrosa, de ataques diários a direitos sociais e às políticas sociais, a campanha do Dia do/a Assistente Social deste ano ilustra a intensificação da violência e criminalização das lutas sociais, que têm sofrido cada vez mais com a repressão de um Estado que está a serviço do grande capital.

Se nas campanhas anteriores o Conjunto CFESS-CRESS valorizou o trabalho de assistentes sociais e a contribuição do Serviço Social ao Brasil, o tempo agora exige que a categoria se volte com maior força ao trabalho de base e continue nas ruas, resistindo e lutando para não perder direitos já conquistados.

“Nosso trabalho não se desenvolve de forma neutra no contexto de uma sociedade de classes, que cotidianamente penaliza a população com a desigualdade social, e em um país cujo ajuste estrutural do Estado resvala contra os direitos sociais conquistados por trabalhadores e trabalhadoras. Os princípios construídos pela profissão se materializam no cotidiano pelo reconhecimento de que temos um lado e de que, na sociedade de classes, não há empate”, enfatiza o presidente do CFESS, Maurílio Matos.

Segundo ele, “ninguém conscientiza ninguém, mas, num país como o Brasil, em que a mídia está na mão da classe dominante, é importante que assistentes sociais,  no seu cotidiano e no atendimento direto, prestem informações, por exemplo, sobre a proposta nefasta da reforma da previdência, uma vez que os telejornais não vêm informando a verdade”. 

Repressão do Estado

Em novembro do ano passado, mais de 30 mil pessoas estiveram na mobilização Ocupa Brasília (DF), na tentativa de sensibilizar o Congresso Nacional a não votar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 55/2016, que cortaria os investimentos públicos por 20 anos na área social. O CFESS marcou presença, conforme divulgado aqui no site.

Entretanto, o resultado da mobilização foi uma agressão desproporcional da Polícia Militar e da Tropa de Choque do Distrito Federal, que expulsou manifestantes com bombas de gás lacrimogênio e com a cavalaria, dando tranquilidade para o Congresso antidemocrático votar e aprovar a PEC do “Fim do Mundo”. 

É assim que o Estado tem recebido as manifestações legítimas da população. Os movimentos sociais são cada vez mais criminalizados.

Por isso, a campanha do Dia do/a Assistente Social é também uma denúncia contra a violência do Estado e um alerta de que ocupar as ruas significa, também, resistir fisicamente.

O Governo Temer vem preparando mais uma série de contrarreformas, como a da Previdência, que acabará com a aposentadoria no Brasil, ou a trabalhista, que precarizará ainda mais as relações de trabalho, e somente com mobilização será possível resistir a tais ataques. Em luta de classes, não há empate!

Peças gráficas da campanha

Para dar visibilidade ao Dia do/a Assistente Social e à temática deste ano, o CFESS continuará com a distribuição dos materiais impressos (cartazes, adesivos, marcadores de páginas, banners, outdoor e busdoor) para os CRESS e Seccionais fazerem a divulgação, conforme a Política de Comunicação do Conjunto.

Confira!

 

Fonte: CFESS