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Professoras e professores da Unimontes seguem em greve que já dura dois meses

No dia 30 de janeiro, professoras e professores da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) entraram em greve para exigir que o governo cumpra os acordos feitos após a paralisação realizada em 2016. As negociações vinham sendo feitas, mas, recentemente, a reitoria da universidade, de forma arbitrária, realizou cortes nos salários das e dos mais de 300 grevistas.

Em função do ocorrido, desde quarta-feira, 11 de abril, o comando de greve vem organizando uma vigília na reitoria da instituição para reivindicar que os salários sejam pagos integralmente. O governo indicou que fará uma folha salarial extra para corrigir a medida tomada de forma unilateral e, até que o problema se resolva, professoras e professores decidiram se manter em vigília.

Avanços

Professor do curso de Serviço Social e diretor da Seccional Montes Claros, Wesley Felício, conta que a paralisação já trouxe alguns avanços, como a abertura da mesa de negociações, a renovação anual dos contratos de designação, que não estava sendo feita, o pagamento do auxílio, conquista da greve de dois anos atrás e que tampouco havia sido realizada, e o destravamento do concurso público de 2014. 

“O corte dos nossos salários surgiu como um novo desafio e voltamos, momentaneamente, nossas atenções para a reitoria, mas, resolvendo isso, precisaremos nos concentrar nos pontos do acordo que o Estado está propondo para fazermos nossa contraproposta. A Unimontes merece essa luta e estamos firmes para conquistar nossos direitos!”, pontua.